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Conhecer as principais técnicas de anotação pode te ajudar bastante se você é como eu, que gosta de tomar notas enquanto estuda, para destacar os tópicos mais importantes e tudo o que for essencial sobre o assunto a que está se dedicando, você também deve estar sempre buscando técnicas de anotação eficazes para esses momentos.

Até porque, uma das razões por que eu gosto de fazer anotações é justamente buscar maneiras de memorizar mais informações. E, como a memória visual é umas das mais eficientes para o ser humano, visualizar, através da escrita, aquilo que estamos estudando, pode ajudar muito na aquisição de conhecimento. Por isso conhecer as principais técnicas de anotação pode te ajudar a reter melhor o conteúdo que está tentando aprender.

Técnicas de Anotação

Então, separei aqui oito técnicas de anotação, com o objetivo maior de ajudar você a não esquecer nada do que você quer aprender. São elas:

Método Cornell

O método Cornell é uma das técnicas de anotação mais populares para tomar notas, organizá-las e resumi-las, resultando numa melhor compreensão daquilo que você está estudando. Inventado pelo professor Walter Paul, da Universidade de Cornell, nos anos 1950, o método requer pouquíssima preparação, basta dividir uma folha de papel em três ou quatro seções.

Todas as anotações devem ser incluídas na coluna maior. A coluna mais estreita, da esquerda, é para palavras-chave, perguntas e comentários. O bloco ao final da página deve conter um pequeno resumo de todo o conteúdo da folha. E o topo é o espaço opcional, para o título da matéria.

O método Cornell fomenta uma espécie de mindfulness ao fazer anotações, porque você não anota de forma mecânica. Ao contrário, você precisa refletir sobre o assunto para destacar palavras-chave e fazer o resumo final.

Método Outline

Talvez essa seja a mais usada dentre as técnicas de anotação por estudantes do ensino superior. Trata-se de um sistema que organiza a informação de maneira hierárquica e lógica, formando uma espécie de espinha dorsal do assunto. Em palavras simples, funciona assim:

  • Escreva um tópico principal bem à esquerda da página.
  • Adicione os subtópicos com um recuo à direita, em comparação ao tópico principal.
  • Acrescente outras notas de apoio com um novo recuo e um travessão sob os subtópicos.
  • Repita o processo para cada tópico principal.

Ou seja, cada tópico principal inaugura um novo bloco de informação, com os recuos e marcadores (números, setas, asteriscos…) indicando que itens estão dentro de cada tópico ou subtópico. Quanto mais à direita, menos “importância” cada nota tem. 

Bullet Journal

Apelido de BuJo, o Bullet Journal é um método criado pelo designer Ryder Carroll, porque Carroll não conseguia se acertar com as técnicas de anotação padrão, como agendas, planners e outros sistemas de organização, então, criou o seu.

Em um caderno simples, Carroll criou um sistema de símbolos para identificar cada uma de suas anotações por meio de seu bullet característico. Por exemplo, bolinhas preenchidas eram tarefas, enquanto eventos eram bolinhas ocas, e tarefas levavam travessão.

O objetivo era que o planejamento semanal apresentasse um mix desses elementos, oferecendo uma visão geral da semana (ou do dia, mês, ano, como você achar melhor). O blog tem um post sobre Bullet Journal se você quiser se aprofundar em uma das técnicas de anotação mais conhecidas de hoje em dia e a aprender a fazer o seu!

Notecard System

Ideal para quem gosta de fazer anotações a respeito de livros, porque você cria uma espécie de biblioteca de notas, que serve como referência para suas leituras. É composto de três passos simples:

  • Durante a leitura, destaque as partes do livro que julgar importantes, escreva algo nas margens, se necessário, e adicione um marcador àquela página.
  • Ao terminar a leitura, deixe o livro de lado por alguns dias.
  • Após um tempo, volte ao livro e releia todas as marcações. Aquelas que ainda forem válidas, você escreve em um cartão, incluindo a fonte e a página onde essa informação se encontra, caso você precise voltar à obra original.

Você também pode separar seus cartões por categorias, adicionando títulos a eles (de preferência separados por cores, para facilitar a catalogação). Além disso, se houver necessidade de acrescentar informações, você pode desenhar uma flecha e fazer anotações no verso do cartão.

Método das Caixas

Em comparação com outras técnicas de anotação, o método das caixas apresenta um novo conceito, direcionado especialmente para ferramentas digitais. Como o nome já diz, o objetivo é separar os tópicos visualmente, por meio de caixas e formas, desta forma:

  • Separe as páginas em colunas, acrescentando títulos a cada uma. Por enquanto, você ainda não precisa desenhar as linhas divisórias, apenas manter os conteúdos separados.
  • Tome suas notas nas colunas apropriadas, de forma sucinta. Utilize frases telegráficas, abreviações, símbolos, qualquer coisa que sintetize os conteúdos.
  • Desenhe caixas ao redor de cada coluna, de forma a separar as informações de maneira clara e organizada. Se você usar o método digitalmente, pode mover, editar e redimensionar as caixas.
  • Por fim, revise suas anotações em até 24 horas.

Índice

Encontrados em qualquer livro de não-ficção, os índices são, basicamente, listas de palavras e/ou expressões com suas páginas e referências correspondentes, elaboradas da forma mais clara possível, para permitir que o leitor seja capaz de “navegar” com facilidade pela obra.

Para escrever um bom índice, você deve marcar o livro ou outro material que estiver lendo, destacando palavras-chave e títulos que você achar importante. 

Ao finalizar a leitura, escreva as entradas do índice – cada linha é uma entrada e deve ser identificada por expressões-chave que lhe guiem dentro da obra.

Por fim, ordene as entradas, da maneira que lhe for mais útil – o mais comum é organizar alfabeticamente ou por número de páginas crescente. Não esqueça de checar se há alguma redundância na versão final.

Tabelas e gráficos

Tabelas e gráficos também podem ser excelentes técnicas de anotação, porque são ferramentas que oferecem o conteúdo por meio de informação visual. Para utilizá-los de forma coerente, você precisa:

  • Conferir a precisão e assertividade dos dados incluídos;
  • Escolher um layout adequado. Nas tabelas, por exemplo, observar número de linhas e colunas, separações e espaçamentos, diferenças na hierarquização de tópicos (negrito, tamanho da fonte etc.). Nos gráficos, definir o tipo (pizza, blocos, colunas etc.), cores, quantidade de itens inclusos etc.;
  • Manter o conteúdo legível e compreensível;
  • Ordenar linhas e colunas de acordo com a relevância dos dados;
  • Incluir, é claro, todos os dados de que você precisa.

Mapa Mental

Os mapas mentais estão entre as técnicas de anotação que vêm ganhando cada vez mais relevância, pois fornecem uma organização visual do conteúdo, informações bastante sintetizadas, além de poderem ser elaborados facilmente por ferramentas digitais, se necessário ou preferível. Para fazer seu mapa mental:

  • Determine o tópico principal e escreva-o no meio da folha (os mapas mentais são desenhados em forma de diagrama, começando do centro e expandindo para fora);
  • Adicione cada subtópico como uma ramificação do conceito central (dispense detalhes);
  • Para os subtópicos que exigirem detalhamento, acrescente novos subtópicos, a partir das ramificações primárias;
  • Mantenha uma organização mais clara, usando padrões de cores e formas, de acordo com os níveis no seu diagrama. 

Vale lembrar, é claro, que nenhuma das técnicas de anotação é melhor ou pior. A ordem de aparição delas aqui neste post não tem nenhuma relação com hierarquia ou validade. Todas elas são úteis e interessantes. Somente você será capaz de avaliar qual – ou quais – são mais adequadas e eficientes para seus propósitos.

Rafael Avila

Carioca, empreendedor, sócio fundador da LUZ, professor de Excel, consultor e um apaixonado por produtividade. Acredito no poder que temos de ser as nossas melhores versões todos os dias.

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