No post de hoje eu queria falar sobre consumismo.
Acabamos de passar por mais uma Black Friday, mês que vem temos o Natal e estamos (hoje) na famosa Cyber Monday, mais uma data onde você pode comprar a maioria das coisas pela metade do dobro. 😉
Brincadeiras a parte, são períodos do ano (assim como é o dia das crianças e diversas outras datas) em que as empresas te estimulam a comprar, independentemente se você está precisando ou não.
É a lógica do compre porque vale muito a pena, mesmo que você não precise do que está comprando. Isso é consumismo na veia.
Não quero entrar no mérito se os descontos que são dados valem a pena ou não. Até concordo que é um momento de “oportunidades”.
Esse não é o ponto.
A importância da intenção
O meu ponto aqui não é te falar para aproveitar ou não um mês inteiro de descontos.
Na verdade, a reflexão que eu queria estimular em você é sobre intenção. Pra mim, essa é a melhor maneira de combater o consumismo (ou uma vontade louca de comprar qualquer coisa na sua frente só porque está barato mesmo que sem necessidade alguma).
Quando você coloca intenção, de fato se aproxima um pouco mais de aproveitar um desconto ou promoção porque realmente precisa de um determinado item.
Curto muito acompanhar pessoas que pensam dessa forma também e tentam fugir do consumismo.
No meio das dezenas de emails na minha caixa de entrada falando sobre Black Friday e descontos de até 80%, recebi dois que me chamaram a atenção. O primeiro da Gabriela Brasil, super parceira (que eu já entrevistei por aqui). Lá ela falava:
Escolhi não promover Black Friday na Jornada de Organização. Um dos nossos pilares é o Essencialismo e acreditamos em um consumo consciente e planejado.
O segundo email foi do Matt D’Avella (ele gravou um vídeo onde ele mostra a visão dele sobre a Black Friday). O título já me agradou: “Essa não é uma oferta de Black Friday” e antes que você me diga que esse é o famoso click bait para ele colocar um link lá no meio vendendo alguma coisa, te digo que não, foi “só” um email honesto dando a visão dele do assunto. E um pedacinho do email que eu gostei foi esse aqui:
Lembre-se que você tem 100% de desconto em tudo que você não comprar
Consumo Consciente x Consumismo
Eu só quero reforçar que o meu foco aqui não é demonizar a black friday ou o consumo. A gente trabalha para ganhar dinheiro, ter uma vida confortável de acordo com nossos valores e comprar o que bem entender.
Pra mim, cada pessoa sabe muito bem qual é a sua necessidade real.
Só gosto de lembrar da intenção e do consumo consciente porque na velocidade que as coisas andam e com os ruídos de promoções por todos os lados, podemos esquecer e ir no caminho do consumismo, que talvez não esteja em sintonia com o que acreditamos.
Apesar de eu não ser o melhor exemplo do mundo (admito), tenho tentado fazer a minha parte para ser menos consumista. Até já dei algumas dicas de como ser um pouco mais minimalista por aqui e de como ter uma vida mais leve (post escrito pela sensacional Caótica Suave).
5 dicas para fugir do consumismo
Então deixa eu te falar sobre o que eu tenho feito para tentar ser menos consumista:
- Tenho buscado experiências que não envolvam comprar – pra mim fazer trilhas está no topo dessa lista
- Estou cada vez mais envolvido com a filosofia do SER é melhor do que TER
- Quando preciso comprar, tento focar em experiências, na qualidade e em itens que vão durar mais tempo
- Quando compro uma roupa, faço a doação de uma roupa do mesmo tipo
- Evito gastar dinheiro com besteira e invisto em projetos de longo prazo que vão virar fontes de receitas
Essas são só ideias, mas se você pensar bem, podem fazer uma grande diferença. Só para exemplificar ainda mais, ao invés de comprar uma roupa nova que eu não preciso, posso investir o mesmo valor aqui no site, para implementar melhorias nele.






